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Estratégia de desenvolvimento

5 DE MAIO DE 2015

 A presença do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Mangabeira Unger, em Manaus se reveste de significado importante, para a construção de uma estratégia de desenvolvimento coerente com as nossas potencialidades naturais e vocacionais de produção. Como explicitado pelo próprio ministro na entrevista publicada pelo jornal “A Crítica”, na página A2, da edição do último domingo, “a prioridade é criar as alternativas tecnológicas, econômicas e jurídicas que permitam vincular o complexo verde ao complexo industrial-urbano”.

Está perfeito e correto o pensamento do ministro, as classes empresariais do Amazonas têm sempre defendido essa tese. Devemos utilizar o modelo Zona Franca de Manaus, aliando-o a uma nova fase de desenvolvimento. Desde o início a ZFM teve como objetivo precípuo criar as condições necessárias para que a economia não só do Amazonas, mas de toda a Amazônia Ocidental, tivesse a atração de investimentos que pudessem dar o passo inicial e irradiasse para toda a região as benesses do desenvolvimento.

Infelizmente, na prática, apesar dos resultados expressivos em termos de empregos e faturamento, não tivemos progresso na exploração sustentável das riquezas da nossa flora e fauna, do nosso minério e das atividades rentáveis proporcionadas pelos nossos rios.

Faltaram mais investimentos em empreendimentos produtivos, que utilizassem os nossos recursos naturais, cujas barreiras são representadas e provocadas principalmente pelo desconhecimento de tecnologias que deveriam ser originárias de pesquisas e estudos técnicos executados na nossa própria Região.

Por isso, o ministro Unger está certo ao eleger o tema Educação e formação de recursos humanos, como o primeiro a ser atacado no esforço de planejar o desenvolvimento e crescimento socioeconômico desta riquíssima região, esquecida até agora na estratégia brasileira para superar crises e manter um desempenho satisfatório de sua economia.

Na educação básica e no ensino médio profissionalizante, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) tem dado a sua contribuição. Por meio do SESI e SENAI, um grande número de jovens da Amazônia tem sido favorecido com a formação no ensino básico e profissionalizante.

São alcançados os jovens dos rincões mais distantes do nosso Estado e também nos Estados do Acre, Pará e Roraima, através dos barcos-escola Sumaúma I e II. Mas isso é uma gota d’água num oceano de necessidades de educação de qualidade. Com referência ao desenvolvimento tecnológico, é primordial que tenhamos o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) em pleno funcionamento, para que sejamos capazes de desenvolver processos e procedimentos produtivos, com tecnologia de comprovada eficiência e eficácia, na exploração econômica sustentável da biodiversidade amazônica. A nossa esperança é que desta vez possa ser elaborado um plano concreto que saia do papel e se torne realidade, contendo os temas relevantes e imprescindíveis para o progresso da nossa região.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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