Agenda em Manaus reúne experiências desenvolvidas pelo SESI no estado e reforça aproximação com os territórios
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, e o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, participaram nesta quarta-feira (23), em Manaus, de uma agenda voltada à apresentação das ações desenvolvidas pelo SESI no Amazonas nas áreas de educação, saúde, ciência, tecnologia e inovação. A programação inclui o “Confluência SESI 80 Anos” e visitas a unidades da instituição para aproximar o Conselho Nacional (CN) das experiências e demandas do território amazônico.
Para o presidente da FIEAM, Antonio Silva, o encontro reforça a importância da educação para aproximar ciência, tecnologia, indústria e sociedade e projetar novas possibilidades para a região. “O Confluência SESI 80 anos celebra uma trajetória de contribuição para a cidadania dos brasileiros, para o desenvolvimento econômico do País e, especialmente, para a conexão entre educação, indústria e sociedade. O futuro não se espera, se constrói, e é isso que o SESI vem fazendo há oito décadas, transformando a indústria e a sociedade”, afirma.

O presidente também destacou o papel dos estudantes na construção dessa conexão entre conhecimento, inovação e desenvolvimento regional. “Os nossos estudantes são os verdadeiros protagonistas desse movimento. Nas escolas SESI, aproximamos ciência, tecnologia e experimentação prática, criando conexões que ajudam a transformar conhecimento em novas possibilidades para a Amazônia, acrescenta.
Para Fausto, a agenda no Amazonas coloca em perspectiva uma relação particular entre desenvolvimento industrial e a realidade amazônica. “Estamos no centro da Amazônia, em meio à floresta, e, ao mesmo tempo, ao lado do Polo Industrial de Manaus, que é fundamental para o país. Essa relação é única, não temos nada parecido no Brasil. O SESI proporciona não apenas esse debate, mas também levar as discussões sobre a Amazônia e o desenvolvimento local para a comunidade e para o debate nacional”, afirma.

Educação e inovação
Inspirado no encontro dos rios amazônicos, o Confluência reúne atividades de ciência, tecnologia, inovação, empreendedorismo, economia criativa e cultura. A programação apresenta projetos e soluções desenvolvidos por estudantes das escolas SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, em Manaus, Padre Francisco Luppino, em Parintins, e Abrahão Sabbá, em Itacoatiara.
Para a superintendente do SESI Amazonas, Rosana Vasconcelos, a integração entre as diferentes instâncias da instituição permite desenvolver projetos nacionais sem desconsiderar as características de cada região. “Na educação, temos uma leitura nacional sobre a transformação na vida dos alunos e dos docentes, mas que respeita os valores culturais e a vocação de cada região. Estamos compartilhando trabalhos, projetos, pesquisas e parcerias. Hoje, essa construção envolve o Departamento Nacional, o Conselho Nacional e os departamentos regionais”, afirma.
A comitiva também conheceu a Escola SESI de Referência Dra. Emina Barbosa Mustafa e acompanhou experiências relacionadas à formação dos estudantes e ao desenvolvimento de competências científicas e tecnológicas.
Para a bibliotecária da unidade, Edilmara Melo, fazer educação na Amazônia envolve desafios próprios das dimensões e da diversidade da região. “A educação amplia horizontes e cria novos caminhos. Na Amazônia, isso significa lidar com distâncias, desigualdades e diferentes realidades vividas pelos estudantes, mas também valorizar nossa diversidade cultural, social e ambiental. Iniciativas como o Confluência aproximam os jovens de novas experiências, conhecimentos e perspectivas e ajudam a mostrar o potencial que existe neles e na própria Amazônia. Educar aqui é também acreditar que nossos jovens podem construir o futuro da região”, afirma.
Experiências locais
O conselheiro regional do SESI Abel Magalhães destaca a possibilidade de fazer com que experiências desenvolvidas no Amazonas também sejam conhecidas em outras partes do país. “A presença do Conselho Nacional do SESI no Amazonas é importante para conhecer de perto a realidade do nosso território, nossa cultura e as ações desenvolvidas nas áreas de educação, saúde e inclusão social. Também permite mostrar experiências que contribuem para o fortalecimento da indústria, a geração de emprego e renda, a qualificação das pessoas e a descoberta de novos talentos. Esse intercâmbio é fundamental para que boas experiências desenvolvidas no Amazonas possam inspirar iniciativas em outros estados e regiões do Brasil”, afirma.
A agenda desta quarta-feira incluiu ainda visitas à Unidade de Saúde Leste e às dependências do SESI Clube do Trabalhador (CTAM).
Na quinta-feira (24), a programação continua com visita à Escola SESI Dr. Francisco Garcia, que atende crianças, incluindo filhos e dependentes de trabalhadores da indústria.
Presença nos territórios
Desde que assumiu a presidência do Conselho Nacional do SESI, em maio de 2024, Fausto Augusto Junior tem percorrido o país para conhecer as diferentes realidades regionais, aproximar os territórios e acompanhar projetos desenvolvidos pelo SESI.
A agenda chega agora ao Amazonas, com compromissos em Manaus nas áreas de educação, saúde, ciência e inovação.
Esse movimento também tem marcado a atuação do Conselho Nacional no fortalecimento do SESI e na ampliação de sua presença nos territórios. A aproximação com o governo federal tem resultado em parcerias com diferentes áreas, como os ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), permitindo integrar a experiência e a estrutura do SESI a projetos de alcance nacional nas áreas de educação, qualificação profissional, saúde e inclusão social. “Nosso compromisso é aproximar o Conselho Nacional dos territórios, ouvir suas necessidades e construir parcerias que permitam ampliar o alcance das ações do SESI. O Brasil tem realidades muito diversas, e os projetos precisam dialogar com essa diversidade”, afirma Fausto.
Sociólogo, doutor e mestre em Educação pela USP, Fausto construiu uma trajetória de 28 anos no Dieese, onde foi diretor técnico entre 2020 e 2024. Atualmente, também é professor da FIA Business School e da Escola de Ciências do Trabalho do Dieese.



