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Adaptações e mudanças

31 DE MAIO DE 2016

 O projeto Zona Franca de Manaus, ao longo de sua existência, tem exigido uma grande dinâmica e um esforço contínuo e sistemático de adaptações e mudanças. Do final da década de 70 até o início da de 90, a política industrial adotada deu ênfase à substituição de importações, utilizando com rigor os índices de nacionalização na confecção de produtos que envolviam maior tecnologia, permitindo a importação apenas de componentes que, pelo seu alto investimento, não comportaria viabilidade de sua produção local, ou em outro ponto do território brasileiro.

No período de 1992 a 1996, foi extinto o índice de nacionalização e passou-se a praticar o Processo Produtivo Básico (PPB), dando oportunidade para que componentes mais baratos pudessem ser importados, porém, que estruturas produtivas mais planejadas fossem implantadas com maior observância da estratégia da produtividade e da viabilização de produção, onde o fator competitividade fosse o principal argumento.

Com a abertura comercial, a partir de 1997, foi mais uma vez necessário adaptar-se a concorrência da economia global e passou-se também a interessar-se pela exportação dos excedentes e/ou produção marginal, como oportunidade de entrar no disputadíssimo mercado internacional, ofertando produtos com capacidade de competição.

O erro, no entanto, foi a exigência por parte da Suframa, na época, de estabelecer percentuais de exportações a serem atingidos com base na produção para o mercado interno, como se o ato de exportar fosse possível de se realizar sem levar em conta competitividade, qualidade e produtividade.

A partir de 2003, passamos novamente por novo período de adaptação, em face da modificação da Lei de Informática, que trouxe para a Zona Franca de Manaus grande impacto. Atualmente enfrentamos os reflexos gravíssimos da crise econômica brasileira e procuramos alternativas viáveis que dinamizem a economia do nosso Estado.

Mais uma vez será exigido da ZFM e de seus atores a adaptação às mudanças que virão. Por isso, eliminar barreiras que dificultam o desempenho das empresas será essencial para ampliar oportunidades de competir dentro e fora do mercado nacional.

O mercado externo é um desafio que deve ser vencido com estratégia e investimento em logística para melhorar a margem de resultados. É primordial investir nos produtos de tecnologia mais avançada, que possuem base para serem desenvolvidas no nosso Polo Industrial, mas também nos produtos que utilizem insumos de base regional de grande interesse no mercado interno e externo, empregando tecnologias locais já desenvolvidas.

Portanto, não devemos nos desesperar, será com certeza mais uma crise a ser superada, que exigirá o esforço de todos nós. A Zona Franca de Manaus precisa continuar crescendo, mantendo o diferencial tributário para a atração de investimentos, gerando empregos, produzindo bens de alta tecnologia e seus componentes, bem como produtos regionais manufaturados de comprovada aceitação no mercado nacional e internacional.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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