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A realidade de 2016

12 DE JANEIRO DE 2016

 As medidas adotadas em 2015 pelo Governo Federal não foram suficientes para estimular a economia em todos os setores, por isso ações mais ousadas precisam ser adotadas neste ano, para despertar a confiança dos empresários e investidores nacionais e internacionais, a fim de possibilitar a recuperação do nosso ritmo de produção e a viabilização dos novos empreendimentos aprovados, o que por sua vez garantirá a criação de mais empregos e investimentos.

Para nós do Polo Industrial de Manaus, além de recuperarmos os níveis de produção, necessitamos também que o governo invista na infraestrutura de curto e médio prazo para melhorar nossas condições logísticas. Somente desta forma poderemos impedir que os custos de distribuição anulem as vantagens proporcionadas pelos incentivos fiscais, que viabilizam a indústria na Zona Franca de Manaus.

A realidade de 2016 apresenta um cenário bastante carregado de nuvens negras para a economia. Previsões de inflação alta, queda do PIB, escassez de recursos, crescimento do nível de desemprego, situação desfavorável do câmbio, queda das exportações e, consequente, desníveis da balança de pagamentos, são alguns dos prognósticos sombrios que minam a confiança do empresariado interno e externo.

Oxalá, possamos ter neste ano ventos favoráveis que dispersem essas nuvens de mau agouro. Infelizmente no mundo globalizado em que vivemos, dependemos de variáveis cujos resultados estão fora do alcance dos nossos esforços.

Em recente relatório o Banco Mundial prevê uma aceleração modesta da economia global no corrente ano, de apenas 2,9%, enquanto que para os emergentes a estimativa é de uma expansão incipiente de 4,8%. A China, por sua vez, continuará em desaceleração, com um crescimento projetado de 6,7%, que tende a piorar até 2018. As economias mais desenvolvidas, como a dos Estados Unidos, devem ter expansão de 2,1%, enquanto para a zona do euro é estimado 1,7%.

O Brasil, segundo o Bird, deve encolher em 2016 cerca de 2,5%. Continuaremos a lutar com incertezas políticas, contra os entraves proporcionados por maus brasileiros, entretanto, espera-se que diminua um pouco a pressão da inflação e se consiga reduzir o déficit e, por consequência, diminua o aperto monetário e fiscal.

As perspectivas para a economia amazonense dependem logicamente da trajetória econômica que o país terá, visto que a demanda dos nossos produtos são quase que em sua totalidade do mercado interno. Será sempre importante diversificar a nossa oferta de produtos e de atingimento de novos mercados, entretanto esses são processos que necessitam de tempo para se consolidar.

O Bird também acredita que o Brasil volte a crescer apenas em 2017, prevendo uma expansão de 1,4%. Tudo isso são previsões, esperamos que, na realidade, o ano que se inicia possa nos trazer maiores alegrias.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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